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Surf Havaiano


Becket diz que os potenciais locais da cultura surf nas outras ilhas não sobreviveram ao teste do tempo como na Ilha Grande. Papa’ena’ena em Oahu, por exemplo, era um heiau ou templo havaiano de surfe registrado na encosta oeste de Leahi (também conhecido como Diamond Head), mas foi destruído principalmente na década de 1850 para obras nas estradas de Waikiki. Uma peça permaneceu até que uma quadra de tênis foi construída para uma Escola do Havaí.


Papa’ena’ena Heiau – Waikiki, O’ahu


fonte: Fonte: totakeresponsibility.blogspot.com | Foto: Kirk Lee Aede | Fonte: mpora.com/surfing

Este petróglifo resume a profunda história do surfe na Ilha Grande. Ele está localizado ao longo da costa sul de Kohala.


No Hawaii é possível encontrar documentos que registram a visão dos nativos de O’ahu relatando o significado do surf dentro da cultura havaiana, que trata de questões ritualísticas da construção da prancha, rituais, cantos e a distinção entre chefes e pessoas comuns, com tudo, somente quem viveu naquele tempo é que saberia o real significado da cultura. Esses nativos chamavam o surf de He’e nalu, praticado por quase toda sociedade e com um significado cultural diferente do que temos hoje.

Os nativos havaianos praticavam surf com o próprio corpo chamado de kaha nalu, o body-surfing conhecido no Brasil como jacaré, a canoa-surf ou ka pakaka ale e o surf ou He’e nalu, praticado com uma prancha Olo, um tipo de logbord, e a Alaia, modelos menores de prancha.




O processo de construção da prancha de surf inicia na aquisição ou construção das ferramentas necessárias, um machado ou enxó de pedra amarrado a um cabo de madeira. Além disso, o processo envolve conhecimentos técnicos como saber fazer ferramentas e o objeto, localizar matéria-prima adequada para construção da prancha e o coral adequado para lixar no acabamento final. A madeira é esculpida até chegar a forma desejada.



Há alguns aspectos importantes da prática do surf na cultura Havaiana com possíveis significados ritualísticos, como um ritual antes da produção da prancha, onde o indivíduo deposita um peixe na base da árvore que será utilizada para confeccionar o objeto. Existe uma simbologia contínua, até a utilização do objeto com evocação de cantos, danças, celebrações e competições.










Segundo o relato de um missionário do século XIX, a liberdade entre homens e mulheres havaianos era um aspecto importante no surf, onde ambos eram estimulados a prática. Quando um homem e uma mulher pegavam uma onda juntos, poderia ter um significa

do diferente, de atração entre os indivíduos. Esses relatos descritos por uma perspectiva religiosa cristã, parte do sistema imperialista europeu, consideravam o surf uma atividade imoral e pagã.






Em 1778, o capitão inglês JAMES COOK chega ao HAWAII e presenciou o surf relatando a prática em seu diário.


Com a invasão inglesa, esse é o momento de declínio para as culturas surfers do planeta assim como tantas outras sociedades, proibidas de falar seus idiomas, praticar suas crenças, rituais, comemorações e até mesmo de surf. Um genocídio ocorre nesse período, no Hawaii que em 1779 tinha aproximadamente 400.000 indivíduos, chegou a 40.000 indivíduos em 1890. Em 1819, o rei KAMEHAMEHA II, filho do grande KAMEHAMEHA, unificador do HAWAII, determinou que a prática do surf fosse livre, mas com a chegada dos colonizadores brancos, o número de nativos havia diminuiu muito e a prática estava quase extinta.


Apesar do surf quase ter desaparecido da maioria nos lugares onde era uma atividade tradicional, três ilhas do Hawaii preservaram essa tradição: Mauí, O’ahu e provavelmente Kauai. Devido a essa resistência, o surf foi preservado e ainda no século XIX começa a ser difundido quando o chefe havaiano Abner Paki surfou em Cortez Banks na Califórnia, além de mais três príncipes havaianos terem surfado em Santa Cruz em 1885. Somente em 1907, com GEORGE FREETH, o principal surfista da época, o surf voltou às praias do arquipélago.

Apesar do surf quase ter desaparecido da maioria nos lugares onde era uma atividade tradicional, três ilhas do Hawaii preservaram essa tradição: Mauí, O’ahu e provavelmente Kauai. Devido a essa resistência, o surf foi preservado e ainda no século XIX começa a ser difundido quando o chefe havaiano Abner Paki surfou em Cortez Banks na Califórnia, além de mais três príncipes havaianos terem surfado em Santa Cruz em 1885. Somente em 1907, com GEORGE FREETH, o principal surfista da época, o surf voltou às praias do arquipélago.

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